Cuidado com o Dinamite

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010


Os tumultos em Moçambique parecem querer relembrar-nos que em situações extremas de pobreza, de desespero, de falta de perspectivas, não é necessário haver um facto extraordinário para que a revolta se manifeste. Numa situação explosiva, qualquer coisa pode servir de rastilho porque o combustível está espalhado por todo o lado. Enfim, são dinâmicas mais do que evidentes, mas que por vezes parecem cair no esquecimento.
(Image: Freelance Copyrighters Blog)

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Vivó Metro!

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Permitam-me o desabafo pessoal: passados sete anos e meio a ter de abandonar Lisboa todos os dias pela manhã para trabalhar em Oeiras, eis o lema de quem a partir de hoje voltou a trabalhar na Grande Alface: Vivó Metro!
(Imagem: Planeta Gadget)

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À vontade do freguês

Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

O PSD acentuou agora o discurso dúbio sobre as eleições antecipadas. Se calhar já quer, se calhar continua sem querer. Se calhar convém-lhe dizer que quer sem querer, ou se calhar convém-lhe dizer que não quer querendo. É à vontade do freguês.
(Imagem: Vamos todos ganhar)

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A técnica do deixar apodrecer

Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Uma extensa peça no Público de ontem aborda a questão do encerramento das escolas com menos de 20 alunos. Entre as diversas opiniões expressas por encarregados de educação das crianças afectadas, destacava-se uma deste tipo: “A escola que agora encerra tinha poucas condições. A nova escola está melhor apetrechada”.

Ou seja, em vez de exigirem investimentos que dignifiquem as pequenas escolas, assume-se como fatalidade a falta de meios ou as poucas condições. Encolhem-se portanto os ombros com a transferência para o novo centro escolar. Moral da história: a técnica do deixar apodrecer continua ser muito conveniente em diversas áreas das políticas públicas.

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Recomenda-se

Vale a pena visitar a exposição de Ana Vidigal na Gulbenkian. A marca portuguesa patente na sua obra, os toques feministas da mesma e a mistura do sofisticado com o terra a terra (ui, estou armado em entendido em arte, já viram?) tornam o conjunto dos trabalhos expostos deveras interessante, com toques intrigantes até. A exposição decorre até 26 de Setembro.

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E lá se foram as férias...

Domingo, 29 de Agosto de 2010

E já terminaram as tão esperadas duas semanas de férias. As baterias vêm carregadas dos Açores. Este ano foi só S. Miguel, não houve Pico. Pena que os preços das passagens continuem a impedir deslocações ao arquipélago com maior com maior frequência...

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Aparece e traz outro amigo também

Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Sábado , Largo de Camões (Lisboa), às 18h00. Mais informações aqui

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Férias!

Sábado, 14 de Agosto de 2010

Esta casa encontra-se em processo de carregamento de baterias até ao fim de Agosto. Até já!
(Imagem: Moto Açores)

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Para quando o encerramento de pequenas aldeias?

Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

A suposta correlação que indica que a pequena dimensão das escolas provoca insucesso escolar é tão válida como pensarmos que a pequena dimensão das aldeias provoca o envelhecimento dos seus habitantes… De qualquer modo, por este andar, já deve faltar pouco para uma medida administrativa de encerramento compulsivo e transferência dos seus habitantes para "centros habitacionais com melhores condições". Até lá, o lamentável processo de encerramento das escolas lá vai prosseguindo com meandros inacreditáveis.

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50 anos de Beatles

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Nasceram há 50 anos e para mim são sinónimo de pai. O meu pai sempre foi grande fã da banda e recheou-nos a infância e juventude com estes sons. Neste aniversário dos rapazes de Liverpool, vale a pena ler o artigo de Nuno Galopim no DN.

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Os partidos e as expulsões

Os partidos precisam de uma disciplina mínima com vista a terem um mínimo de coerência. Compete portanto aos seus militantes o seu cumprimento, sem espartilhos, sem dramas, sem auto-censura. É normal que determinados militantes quebrem as regras do contrato e se tornem incómodos para o partido. Estranho seria se tal não acontecesse em organizações políticas e que se querem próximas da democracia. Neste contexto, o recurso à expulsão, sobretudo nos partidos do centro político onde sempre cabem tantas sensibilidades e onde a disciplina é algo desejável mas dificilmente mandatório, acaba por ser uma pena in extremis.

Narciso Miranda não é uma figura que recolha grandes simpatias na opinião pública. Mas a sua expulsão, e de mais 200 militantes, é capaz de ser um tiro no pé para o PS. Não fica muito bem a um partido com a sua dimensão fazer isso, ainda por cima quando a quase totalidade das vítimas são ilustres desconhecidos que o partido, aproveitando o Verão, parece deitar borda fora sem grandes cerimónias.
(Imagem: Get the fuck out)

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Uma Justiça e um pastel de nata, sff

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

As duas últimas semanas foram férteis na confirmação da degradação da Justiça Portuguesa junto da opinião pública. E se o adiamento da sentença do caso Casa Pia foi recebido com um “outra coisa seria de estranhar”, as novidades do processo Freeport assumiram contornos bem mais bizarros. Como se a gestão do caso já não representasse uma profunda nódoa, os desenvolvimentos recentes vieram descredibilizar ainda mais o sistema de justiça que nos rege.

Num dia ficámos a saber que José Sócrates não era constituído arguido. Após 6 anos de suspeitas, de fugas de informação e de manchetes de má memória, afinal nada havia a apontar ao primeiro-ministro. Neste mesmo dia, como seria de esperar, foram muitos os que vieram a público aplaudir a decisão e exigir pedidos de desculpas ao primeiro-ministro pelo sucedido, incluindo o próprio e uma série de opinion makers. Como se uma decisão da justiça portuguesa pudesse servir de tira-teimas para o que quer que seja… E, claro, os desenvolvimentos não se fizeram esperar. No dia seguinte, o país ficou a saber que Sócrates e Silva Pereira não foram ouvidos por falta de tempo (?!?). A Justiça Portuguesa conseguiu assim a enorme proeza não só de assumir a sua profunda incompetência (em anos de processo, não houve tempo), como fez questão de deixar no ar as suspeitas do costume. Parece triste demais para ser verdade.

Mas quem achava que as coisas não podiam piorar, enganou-se redondamente. Quando todo o país clamava por uma reacção de Pinto Monteiro, o Procurador-Geral da República veio sacudir a água do capote, sublinhando ter os poderes da Rainha de Inglaterra. Recusou-se a assumir qualquer responsabilidade com o argumento de que lhe faltam poderes para controlar um Ministério Público dominado por um lobby de magistrados mascarado de sindicado. As reacções negativas às suas afirmações não se fizeram esperar. Apenas surpreenderam os aplausos vindos do PS. As afirmações de Pinto Monteiro pareceram-lhes convenientes à primeira vista, mas apoiar-se abertamente numa figura descredibilizada e que já demonstrou inúmeras vezes a sua tendência para a trapalhada revelou-se, em última análise, um erro primário e até infantil.

Seguiu-se então uma semana de manchetes diárias sobre um caso que era suposto começar a ganhar finalmente alguma paz. Entre o anúncio de um inquérito ao porquê dos procuradores não terem ouvido o primeiro-ministro à revelação da autorização que não chegou para que Sócrates fosse ouvido, passando pela intrigante troca de arquitectos que projectaram o Outlet. O fim do segredo de justiça permitiu que a comunicação social pudesse agora alimentar-se diariamente do caso, sendo múltiplas as novas suspeitas levantadas. Numa altura em que o país já se encontra a banhos e em que toda a gente esperava por uma saborosa silly season as usual, o caso Freeport voltou ao rubro. E voltou deixando a céu aberto todas as fragilidades de um processo encharcado de influências, de interesses políticos, de corrupção pura e dura.

No meio de todo este lamaçal, quem se tramou mais uma vez foi a Justiça Portuguesa e, por consequência, todo o edifício democrático. Frases como “se queres justiça, não te metas com a justiça” ganham força junto de qualquer cidadão minimamente informado. E isso é preocupante. Todo o sistema está profundamente desacreditado e necessita de ser remodelado, reconstruído até. Precisamos com urgência de uma Justiça nova. Quanto ao pastel de nata… Ok, confesso que foi o toque silly deste artigo para contrabalançar com todo o resto que é demasiado sério.
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Artigo publicado ontem no Açoriano Oriental

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Coitado do Correio da Manhã

Temo sempre pela sobrevivência do Correio da Manhã por estes dias de Agosto. É que não há mês em que o jornal sinta uma concorrência tão feroz por parte de todos os outros órgãos de comunicação social. Veja-se apenas o caso do Telejornal da RTP de ontem: ele é bombeira que morreu no combate a incêndio, ele é autocarro que se despistou no Barreiro provocando vítimas, ele é mulher acusada de vandalismo num restaurante, ele é criança que morreu carbonizada, ele é choque de navios na Índia, ele é acidente de autocarro na Bolívia com diversas vítimas mortais.

Apesar de termos o mais sincero respeito por todas as vítimas acima, a comunicação social serve-nos em Agosto um cenário onde o país e o mundo estão a desabar. Em Agosto, o fim do mundo parece sempre mais próximo.
(Imagem: Observatório do Algarve)

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Que estranho mundo este…

Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

A propósito das recentes notícias sobre diamantes de sangue envolvendo Naomi Campbell, a Suzana Toscano da Quarta República sublinha e muito bem que a presença da supermodelo está a abafar o julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, no tribunal de Haia. No fundo, os média estão mais interessados no depoimento da supermodelo e do contra depoimento de Mia Farrow do que nos crimes contra a humanidade perpetrados por um dirigente sanguinário. É um facto.

Mas ainda pior do que constatar que os ziguezagues da supermodelo estão a abafar o julgamento de um ditador, é ter a certeza que sem Naomi, a opinião pública internacional nem saberia que o ex-presidente da Libéria está a ser julgado. Ou seja, por mais idiota que possa parecer, se calhar quase devemos agradecer a Naomi o facto de ter recolocado na agenda a questão dos diamantes de sangue. Caramba, que estranho mundo este…
(Imagem: Angel.com.br)

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Um Agosto perfeito para o PSD

Ao mesmo tempo que as notícias consecutivas sobre o caso Freeport vão queimando em lume brando o primeiro-ministro, Passos Coelho continua recolhido da ribalta. Depois um período pré-férias que não correu muito bem com alguns tiros no pé, este silêncio do líder do PSD só o favorece. Vai uma aposta em como as próximas sondagens darão uma subida para o partido laranja?
(Imagem: Lazer Shop)

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No país das Fundações

Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

Apesar de achar duvidosos e pouco transparentes os regimes jurídicos encontrados para enquadrar determinado tipo de entidades, percebo alguns dos objectivos positivos por detrás de tais regimes. O caso das fundações, públicas e privadas, é um exemplo a este respeito, nascendo como cogumelos nos sítios mais inimagináveis. Assim sendo, o mínimo que se pede é que o Estado tenha a mínima capacidade para não se deixar enganar por este tipo de regimes. No entanto, como se mostra aqui, parece existir um total descontrolo a este respeito.
(Imagem: Ultrad)

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Bartoon no seu melhor

Domingo, 8 de Agosto de 2010

(Imagem: Público)

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Povo - Exposição no Museu da Electricidade

Vale a pena visitar a exposição. Enquadrada nas comemorações do Centenário da República, recorre a diversos elementos para enquadrar o povo, essa entidade mítica no Século XX Português. Quadros de Júlio Pomar, Mário Cesariny, Bordalo Pinheiro, Paula Rego, Vieira da Silva e os cartoons de João Abel Manta são algumas das preciosidades da exposição. Mais info aqui.

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Sobre a Violência Doméstica

Sábado, 7 de Agosto de 2010


Bom conjunto de textos no Público de hoje sobre a evolução do tratamento desta problemática em Portugal, sobre a vulnerabilidade das queixosas e sobre o papel que há décadas é desempenhado pela UMAR.
(Imagem: Ong Pró-Mulher)

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Já nas bancas


Ver sumário completo da edição de Agosto aqui

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