Óbvio. Estávamos à espera de quê?
Domingo, 26 de Outubro de 2008
Quando foram anunciados os 20 mil milhões, muitos trataram de acalmar os ânimos mais exaltados. Era uma medida importante, mas que certamente nem seria utilizada pela “sólida e saúdável” banca nacional.A 12 de Outubro, Teixeira dos Santos afirmou o seguinte: “Esperamos que estas situações (de recurso às garantias) sejam reduzidas.” A 24 de Outubro, pouco depois da “express-lei” ter entrado em vigor, os cinco maiores bancos emitiram comunicados de forma sincronizada abrindo a possibilidade de recorrerem às garantias do Estado.
Porquê o espanto? Esperar que os bancos não recorressem às garantias equivale, em última estância, a esperar que um cidadão comum não quizesse ter o Estado como fiador quando recorresse ao crédito. Nesta, como noutras situações, só é pena que tenham sempre de tomar os cidadãos como uma cambada de parvos...
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