Vou só ali aos States e já venho
Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
E eis que chegaram finalmente aquelas mini-férias que esperamos há meses. Nos próximos dias andarei por Washington, Filadélfia e Nova Iorque. Regressarei no dia 7. Até lá.
E eis que chegaram finalmente aquelas mini-férias que esperamos há meses. Nos próximos dias andarei por Washington, Filadélfia e Nova Iorque. Regressarei no dia 7. Até lá.
Vieira da Silva vai ser ouvido no Parlamento a propósito da sua declaração de que existia "espionagem política" no caso Face Oculta. A audição tem um objectivo meramente simbólico, mas ainda bem que acontece. É que parece ter-se tornado corriqueiro vermos altas figuras do Estado (sobretudo socialistas) acusarem a justiça de se mover por motivos políticos. Sócrates, por exemplo, já o fez diversas vezes.
Embora aparentemente insuficiente, António Costa está a fazer um esforço para minimizar o mau impacto do projecto do terminal de contentores de Alcântara. Acrescentou, contudo, que tal não toca minimamente no facto da concessão ser até 2042 por tal "extravasar" as competências municipais. Os munícipes lisboetas devem estar muito orgulhosos pelo quão zeloso está a ser o seu presidente em toda esta questão...
Passou-se já um mês e meio desde as últimas eleições e um mês e meio desde que a saída de Ferreira leite foi dada como certa. E, se o calendário for cumprido à risca, faltam ainda 5 meses para as directas no partido. Quem será o próximo líder do partido?
«Nós não queremos ganhar nenhum campeonato de quem combate mais eficazmente a corrupção, nós queremos concorrer para combater, de facto e com resultados efectivos, a corrupção em Portugal», salientou Francisco Assis a propósito da presente vontade socialista para combater a corrupção.
Quatro associações de trabalhadores precários juntaram-se numa campanha com vista a acabar com as injustiças nas constribuições para a Segurança Social. Estão a recolher assinaturas para uma petição à Assembleia da República. Assinem, por favor, aqui.
Boa entrevista no i ao presidente russo. Vale a pena dar uma vista de olhos. Entre aspectos e visões interessantes de uma figura algo enigmática, vale a pena constatar os pequenos tiques autoritários de alguém que muitos no seu país encaram como liberal.
Sábado, fim da tarde, chove a potes lá fora e temos o filho de pouco menos de dois anos irrequieto em casa. Estamos em época de pré-natal, os centros comerciais estão a transbordar. Onde ir? É preciso encontrar um sitio coberto, bom para uma criança estar e que seja pouco provável que esteja cheio num fim de tarde assim. Hum... Que tal o Museu Berardo e dar uma vista de olhos na exposição da Amália, hein?
Existir um canal noticioso francês com uma transmitissão 100% em inglês já é um pouco esquisito. Se a isto adicionarmos o facto de, nesta emissão, todos os seus apresentadores, comentadores e até entrevistados falarem com um sotaque british perfeito, sem qualquer vestígios de français, a coisa fica ainda mais estranha. Parece uma emissão feita para mundo se esquecer que em França se fala uma lingua que por acaso até é bem conhecida. É muito à frente...Vale a pena ler o curto artigo de Teresa de Sousa no Público que explica porque é que em Bruxelas esá tudo muito tranquilo com a eleição do ilustre desconhecido.
Os chefes de Estado e de Goveno já chegaram a um consenso sobre o novo presidente da União Europeia. Herman Van Rompuy é o nome escolhido... Enquanto suposto cidadão europeu gostava de conseguir dizer alguma sobre este nosso novo presidente... Sei lá, dizer que concordo ou discordo, que estou contente ou não... Mas não sei nada sobre o senhor Van que agora conduzirá os destinos comunitários. Não consigo sequer emitir uma opinião. Sintomático, não?
Bem longe das polémicas nacionais que nos vão entretendo diariamente, estão agora a ocorrer em Bruxelas as negociações para o cargos de Presidente e de Alto Representante da União Europeia. Cargos cuja importância nem necessita de ser aqui explicada.
Começo a desconfiar destes anti-castristas. Segundo aqui é indicado, as suas doações a membros do Congresso norte-americano com vista à manutenção das sanções à ilha têm aumentado. Mas quem disse que as sanções enfraquecem o regime? Quem disse que a legitimidade dos Castro no poder é enfraquecida pelas sanções? Enfim... Com inimigos destes, quem é que precisa de amigos?
Segundo relatório da Transparency Internacional, Portugal piorou no índice de percepção da corrupção por parte dos cidadãos. É certo que se tratam de percepções. E é também certo que no momento actual, com tantos casos na agenda, estranho seria se se verificasse uma melhoria da posição portuguesa.
"A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento..."(...) "Com este resultado, é ultrapassado o máximo de 9,2 por cento para a taxa de desemprego que se registou no primeiro trimestre de 1986..." (Público, 17/10/2009)
Jardim quer um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Hum... Podemos sempre negociar. Concordo se em troca Jardim concordar com um referendo de âmbito nacional à sua pessoa. Que tal, vamos a isso? É justo, não?
É natural que uma vacina levante dúvidas. É natural que não seja absolutamente consensual. Mas o que parece estar a passar-se com os medos em torno da vacina contra a Gripe A é, no mínimo, paradoxal. Parece uma tipo de hipocondria muito à frente. Uma hipocondria tão avançada tão avançada que até teme a vacina. Há lugares em que contemplar o tempo ventoso e o mar revolto sabe particularmente bem.
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Como seria de esperar, quanto mais se escava o processo Face Oculta, mais suspeitas de podridão vêm ao de cima. E as mesmas caras e forças políticas que negaram há pouco tempo atrás pacotes anti-corrupção mostram-se agora indignadas e cheias de força para tomar medidas. Enfim… Como se já não bastasse a operação Face Oculta, temos agora também a operação Duas Faces.
Ora aqui está uma contratação de peso. A partir de hoje, Pedro Lomba integrará o leque de cronistas da última página do Público. Mesmo estando longe do posicionamento político de Pedro Lomba, tal não impede naturalmente de apreciar os seus textos. Este seu primeiro no Público não parece, à primeira vista, muito feliz. Teorias um pouco pacheco pereiristas a mais, julgo eu. Mas enfim, já diz o povo que "a primeira vez nunca é nada de especial".
Como seria de esperar, a postura da nova Ministra da Educação afigura-se a milhas do que a classe docente se habituou com a sua antecessora. A abertura e o diálogo com os sindicatos parece ter sido a mensagem que Isabel Alçada ontem tentou transmitir.
Na semana seguinte à tomada de posse do “novo” governo, dois casos de corrupção que estão na agenda (Freeport e Face Oculta) são perigosamente próximos do primeiro-ministro.
Como sublinhou o Daniel Oliveira no último Eixo do Mal, é sempre interessante constatar que os grupos que afirmam que há assuntos mais prioritários que o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que o país não pode perder agora tempo com essas coisas e que tem de se concentrar em assuntos mais urgentes, são os mesmos grupos agora defendem um referendo.
Como seria de esperar, a questão da queda do Muro é um assunto muito indigesto para o PCP. E é normal que os holofotes se voltem para os comunistas em busca de reacções. A meu ver, pode-se dar de barato a notícia no Avante sobre os eventuais retrocessos económicos e sociais verificados desde a queda do Muro.
Permitam-me o desabafo. Durante muitos anos resisti á tentação de comprar qualquer consola de jogos. Dada a minha fase juvenil viciada em jogos de carros, de futebol, de estratégia, sabia que não convinha voltar a despertar tal vício. Nunca comprei nem quis que me oferecessem Playstations nem nada do género.
Existem blogs que, apesar de não passarmos por lá todos os dias, nunca nos desiludem. Antes pelo contrário, nunca param de nos surpreender. O Farpa Kultural é um deles. Acompanho há muito e nunca me desiludo com a forma simples e inteligente com que os seus autores expressam uma ideia, uma convicção. É um blog que vale sempre a pena.
Num momento em que se está longe de saber até onde alastrará o caso Face Oculta, parecendo existir muitos nervosismos nas hostes socialistas, o PSD mantém-se entretido nas suas lutas internas. É um partido porreiraço, sem dúvida.
Hoje o Parlamento teve direito à primeira troca dura de palavras entre Pacheco Pereira e Sócrates. E parece que nenhum deles desiludiu. Pacheco Pereira foi igual a si mesmo, montando conspirações de forma fervilhante. Sócrates respondeu no seu estilo normal de ataque pessoal, considerando que o seu interlocutor lança suspeições de "forma doentia". Nada de novo, portanto.
O custo anual de um soldado americano no Afeganistão daria para construir aproximadamente 25 escolas nos Estados Unidos. E se, em vez de reforçarem o contingente em 40 000 soldados, os EUA apostassem em construir escolas em terras afegãs, hein? Não será a educação um maior factor de estabilização do que a força das armas? Vale a pena ler o curto e incisivo artigo de Nicholas Kristof no i de hoje.
Foi anteontem lançada em Portugal uma Bolsa de Valores Sociais (http://www.bvs.org.pt/). Um conceito que teve origem no Brasil e que serve como mecanismo de recolha de donativos por parte de todas as instituições sociais inscritas. O cidadão comum pode inscrever-se e comprar “acções” por 1€, num mínimo de 10 acções.
Quantas vezes será necessário repetir que, da mesma maneira que as questões penais não devem ser objecto de referendo, o mesmo acontece com os direitos, liberdade e garantias. Lamento o desabafo, mas qual é a parte que é difícil de entender a este respeito?
Segundo o Público, foi identificada uma forte correlação entre a anulação acelerada de inscrições nas listas do desemprego e a proximidade de eleições legislativas. Ou seja, sempre que se aproximam eleições, a subida do desemprego parece ser contida estatisticamente. Como o sublinha o Público, o IEFP recusa-se há meses a explicar tal correlação. É naturalmente possível que exista alguma coisa que esteja a escapar e explique tal fenómeno. Mas que é muitíssimo estranho, lá isso é.
Há um ano assistimos a uma nacionalização na banca. Mas a uma nacionalização dos prejuízos, é bom não esquecer. Passado um ano, quem fez a referida nacionalização continua fugindo para a frente, mostrando-se convicto do que fez. Passado um ano, apenas o Vale e Azevedo de serviço - Oliveira e Costa - está a ser responsabilizado. Os restantes responsáveis, que certamente existirão pois não se faz um buraco financeiro desta dimensão por obra e graça de apenas um homem, continuam por apurar.
Hoje uma nova directora – Bárbara Reis - assume os destinos do Público, passados 11 anos de direcção de José Manuel Fernandes (JMF). Antes de mais, deixem-me dizer que leio o Publico há precisamente 11 anos (desde 1998). Ou seja, o Público que conheci sempre foi o de JMF e tal não impediu que fosse o meu jornal por excelência.© Blogger templates Newspaper by Ourblogtemplates.com 2008
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